Cafeicultura Sustentável é debatida durante o Encontro Técnico do Café 2017

25/04/2017 14:37:07

“Cafeicultura é a arte de modificar ecossistemas em termos econômicos, sem poluir, sem destruir, sem causar danos irreversíveis”, foi com essa frase que o Palestrante, Dr. Hélio Casale, abriu a sua palestra sobre ‘Cafeicultura Sustentável’, durante o Encontro Técnico do Café 2017, realizado pela Fundação Bahia e a Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia (Abacafé), no dia 08 de abril com a presença de produtores, técnicos, agrônomos, consultores, gerentes de fazendas, representantes de empresas, representantes de entidades do agronegócio, professores e alunos, em Luís Eduardo Magalhães.

 

“É importante pensarmos na rentabilidade, mas é imprescindível pensarmos também na sustentabilidade. Por isso estamos aqui para ouvir esse tema e trocarmos experiência e informações que trarão melhorias para a cafeicultura na região”, ressaltou a vice-presidente da Fundação Bahia, Zirlene Pinheiro.

Além da palestra sobre sustentabilidade, os participantes conheceram os Plots Demonstrativos, com 43 cultivares comerciais, apresentados pelo pesquisador da Fundação Bahia, Dr. Fabiano Bender, bem como as Tecnologias das empresas parceiras participantes do evento: Agrosul – John Deere, Arysta, Bayer, JCO, Petroquimica e Yara.

“Esse evento tem como objetivo mostrar o que tem sido feito na região para gerar boas produtividades e bons manejos. A região tem conseguido bons resultados, inclusive no controle das pragas que tentam atacar o café. Agradecemos a presença de todos e destacamos a parceria com a Fundação Bahia, que traz pesquisa e ensinamentos importantes, sendo essa a base da cafeicultura do oeste da Bahia”, disse o presidente da Abacafé, Marcos Pimenta.

O cafeicultor Glauber de Castro, parabenizou as entidades pela realização do evento. “Gostaria de agradecer a Fundação Bahia e Abacafé pela organização desse evento, onde tivemos a oportunidade de ver lavouras bonitas e agregarmos conhecimento, a exemplo da sábia palestra ministrada pelo Dr. Hélio. Anima-nos participar de eventos com essa qualidade e quantidade de pessoas. O envolvimento e interesse é o que traz melhorias e incentivo para o desenvolvimento da cultura na região”, agradeceu.

Acompanhando a turma de universitários do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), campus Dianópolis, o professor Eduardo Dias, pós- doctor em qualidade do café, falou sobre a troca de informação técnica que o evento proporciona aos participantes. “Trouxemos os alunos para esse evento por acreditar que o conhecimento técnico apresentado aqui, sem dúvida, fará diferença na formação desses futuros profissionais”, destacou o professor.

Debate Técnico – Durante o debate técnico, ao final da programação, o palestrante, Dr. Hélio Casale, também engenheiro agrônomo pela Esalq-Usp, alertou os participantes para a importância de medir e observar os custos. “Os cafeicultores da Bahia, tem o privilégio de fazer uma cafeicultura diferente. Essa diferença não pode ser imitando outras regiões, é preciso criar condições próprias para dar conta das necessidades regionais e assim tornar o café da região diferente. Aproveito para lembrá-los de uma frase muito antiga: – ‘Quem não mede, não controla’. É preciso saber quanto custa a sua lavoura mês a mês. Quando chegar um custo de R$ 8 mil por hectare, é preciso se perguntar de onde vem esse custo”, alertou.

 

O evento foi finalizado com a palavra da vice-presidente Zirlene, que colocou o Campo Experimental da Fundação Bahia à disposição de todos os interessados em acompanhar os trabalhos desenvolvidos nas áreas de pesquisas, melhoramento de cultivares, dentre outros.

Fonte: Fundação BA


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